As milhares de pessoas que passam apressadas pela estação de Slussen, no centro de Estocolmo, mal notam uma porta de metal no meio do caminho das escadas que levam ao terminal rodoviário. O lugar é escuro, mas nem tanto que esconda as pichações nas paredes. O odor de urina das pilastras próximas faz muitos apertarem o passo. Atrás daquela porta que quase ninguém vê, debaixo de um dos pontos mais movimentados da cidade, está Alexander Gustafsson, um desconhecido com data marcada para ficar famoso. Dia 14, ele faz, segundo suas próprias palavras, a luta mais importante de sua carreira. Enfrenta o brasileiro Thiago Silva no combate principal do primeiro UFC Suécia. Vai lutar por ele e pelo futuro do MMA em seu país.
- Eu sei que essa luta vai ser muito importante para o esporte aqui na Suécia. Sei que a expectativa é muito grande. Mas eu não sinto pressão. Isso só me motiva mais. Estou pronto, confiante e acredito que a luta vai ser bem curta - diz Alexander Gustafsson, em entrevista exclusiva ao SPORTV.COM, na academia da capital sueca onde o meio-pesado se prepara para o combate contra Thiago Silva.
Nós temos uma estrutura top aqui. Temos ótimas academias, ótimos treinadores, realmente tudo o que precisamos. Ter o UFC aqui é algo de enorme importância para nós. Vai atrair muito mais público, vai ajudar a chamar a atenção para o esporte. Já está sendo assim. Eu nunca dei tantas entrevistas como agora. Mas claro que será importante que não apenas eu, mas todos os lutadores suecos tenham um bom desempenho. Sei que a responsabilidade é grande, mas isso somente me motiva mais. Eu não sinto pressão alguma, lutar o UFC aqui será uma grande prazer.
Eu prefiro pensar primeiro na minha próxima luta. Cada combate é um passo a mais na carreira. A vitória sobre o Matyushenko foi a minha melhor luta. Se tivesse que escolher uma, seria aquela. Foi no card principal, no UFC do Ano Novo, em Las Vegas, um dos maiores eventos que existem. Claro, todo mundo quer enfrentar o número 1, quer ser o melhor na sua categoria e para isso que lutamos. Eu também quero chegar lá.
Não sei. Eu prefiro subir aos poucos, encarar uma luta de cada vez. Mas eu me preparo para qualquer combate. Quando chegar a hora, estarei pronto.
Thiago é um lutador muito forte, difícil. Para mim, ele está no mesmo nível dos que enfrentei. Essa vai ser a luta mais difícil da minha carreira. É assim que encaro este combate, como a maior luta que já disputei.
Claro que é sempre chato para o esporte quando isso acontece, mas eu prefiro não me meter. Isso não importa na hora da luta. Thiago é muito perigoso e sei que será uma grande luta.
Claro. Eu entro sempre para vencer por nocaute, de preferência bem cedo. É uma sensação muito boa. É legal ter esse tipo de reação do público. Eu acredito que a luta dessa vez também vai ser bem curta. Vai terminar no primeiro round. Quem é seu lutador preferido, quem para você é o melhor do MMA, independentemente da categoria?
Sem dúvida. O nível está ficando cada vez mais alto e novos lutadores aparecendo o tempo todo. O esporte não para de crescer e você tem que trabalhar duro para continuar entre eles e aproveitar o momento. Acho que a tendência é que continue assim.
Minha cidade é muito pequena, então todo mundo conhece todo mundo. O pessoal torce por mim, me respeita muito, mas é bem tranquilo. Eu treino em Las Vegas também, então é um contraste enorme. A diferença entre as duas cidades é muito grande. Mas eu não gosto muito de Vegas. Prefiro um lugar menor e mais calmo, como minha cidade.
Não fiquei surpreso, para mim era apenas questão de tempo para que isso acontecesse. Eu sei que existem muitos fãs de MMA na Suécia e que estavam apenas aguardando um evento assim. Mas acho que a Europa realmente precisa de mais eventos de grande porte, precisa de grandes lutas por aqui.

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